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A derrota no jogo da vida.

Gostaria de pedir licença ao teor humorístico do blog, mas hoje junto os cacos para poder escrever sobre o acontecimento mais triste do ano de 2016, e dessa vez guiado unicamente pelo coração. Eu como ser humano, apaixonado por esporte, principalmente por futebol e com simpatia particular pelo time de Chapecó me vi em lágrimas em diversas vezes em cada notícia, homenagem ou depoimento que saia sobre o ocorrido.

Como não se compadecer com os familiares e amigos de todas as vítimas? Como não orar, independente de nossas crenças, por todos que se foram e os poucosresumo55_brasil sobreviventes que aqui ficaram? Como não se colocar no lugar da esposa que não sabe como contar à filha que seu pai se foi? Como não se sentir pai por um momento ao ver a alegria se transformar em dor de um dia pro outro? Como não se desesperar ao ouvir o sofrimento de um companheiro que foi “salvo” por uma lesão? Como não se emocionar com a alegria deixada pelos atletas e comissão em seus últimos momentos conosco? Como não se render a compaixão dos clubes rivais, parceiros e de toda parte do mundo para com o Verdão do Oeste? Como não torcer por um time que sequer teve a oportunidade de entrar em campo, mas já se sagram campeões por toda eternidade? Como não ser unicamente Chapecoense nesse momento de dificuldade?

O ano do futebol sul americano foi ditado pelos tons de verde.
Primeiro com o verde colombiano do Atlético Nacional, que ganhou a torcida dos brasileiros para a disputa do Mundial Interclubes, após ser campeão da Libertadores e de humanidade ao lutar para que seu futuro rival leve o título sul americano, que por todos nós poderia ter sido trocado pelas 71 vidas sem pestanejar.
Segundo o verde do Palestra, com o Palmeiras campeão brasileiro e disposto a trocar o tom de verde, ao usar o uniforme da Chape na última rodada do campeonato.
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E por último, a lembrança de um verde que passa a tomar conta de um pedaço do coração de todos
os amantes do futebol, que entendem como ninguém o significado da frase: “Não é só um jogo.”.

 

Falta ainda uma rodada para o encerramento do Brasileirão, mas quem é que consegue pensar nela ou ter forças para pisar num gramado verde, que quase sadicamente nos faz lembrar os que se foram. O Atlético-MG, adversário da Chapecoense na última rodada, faz do seu W.O. o minuto de silêncio de uma partida.

A noite de ontem, dia 30/11/2016, foi marcada pelo primeiro jogo da final da Copa Sulamericana. Um jogo nunca visto antes. Jogo que aconteceu em dois estádios ao mesmo tempo. Que ao invés de 11 para cada lado, havia 100 mil. Um jogo com maior número de faltas já existentes, faltas que por si só já foram uma punição e nunca serão transformadas em gol. Brasil e Colômbia viraram um único país. Uma homenagem a todos que partiram: passageiros, jornalistas, e jogadores que formam hoje “O Melhor Time do Céu”.

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Com certeza essa tragédia não será esquecida jamais. Porém, de um time marcado pela sua simpatia e bom humor, veremos a superação e acompanharemos o reerguer de um Índio, amparado por sua tribo ou por tribos vizinhas e até dita rivais, ele se porá de pé. E mesmo com um novo plantel, sempre teremos 19 jogadores a mais neste elenco. Toda defesa terá uma mãozinha de Danilo. Todo desarme terá um bote do Thiego. Toda jogada terá um passe do Cléber Santana. Todo gol terá um desvio do Bruno Rangel. Assim como todos estarão ouvindo sempre, mesmo que no subconsciente, uma instrução do Caio Júnior.

Descansem em paz. #ForçaChape

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