Semana passada um dos gênios da nossa geração anunciou aposentadoria. Eu jurava que ele tinha deixado de jogar profissionalmente depois de ganhar a Libertadores, mas tudo bem.

Brincadeiras a parte, falar do Ronaldinho Gaúcho automaticamente nos leva a memórias como distribuição de chapéus no mesmo adversário, ou o balão seguido de uma ajeitada de chaleira até o gol na sua estreia jogando pela seleção brasileira, eternizado pelo grito de “Olha o que ele fez!” do Galvão Bueno. Os passes olhando pro outro lado, o gol de falta na Copa do Mundo contra a Inglaterra e a comemoração dizendo que tinha avisado.

E ele avisava mesmo! Porque é um dos poucos que a nossa geração viu que podiam fazer o que quisessem quando quisessem. Ganhou tudo, e depois de ganhar tudo resolveu curtir a vida, como julgar?

Como não reverenciar também as idas aos extintos Barra Music e São Nunca enquanto morava no Rio? Como não querer participar das festas com uma semana de duração e cheias de senhoritas muito apegadas ao dinheiro e pouco apegadas aos valores morais da sociedade em sua mansão na Barra da Tijuca? Esse sabe aproveitar a vida. Mas como disse, fazia o que queria, quando queria, e ganhou a Libertadores que não tinha depois que muitos diziam que já era um ex-jogador em campo.

Como não lembrar também do jogo que eu considero um dos melhores do 3° milênio, entre Flamengo e Santos. Toda a mídia falando sobre o duelo entre Ronaldinho e Neymar, todas as comparações, o jogo começa e em poucos minutos já está 3×0 para o Santos. Eu queria ter estado naquele vestiário no intervalo. Tenho certeza que o Ronaldinho deve ter falado algo do tipo: “Festa de duas semanas lá em casa se a gente virar essa bagaça!”

Enfim, mais uma vez ele mostrou que fazia o que queria quando queria, o que faltavam eram desafios, e toda vez que desafiado ele provou ser o melhor.

Muito obrigado por tudo, R10!

Obs: Clique nos lances descritos para vê-los.