“Eles jogam do jeito certo e curtem seu futebol. Realmente hipnotizam você com os passes. Ninguém tinha nos dado uma surra assim, mas eles mereceram”, Sir Alex Fergunson, após a final da UEFA Champions League de 2011.

500 jogos. Já são 500 jogos desde a estreia no dia 21 de junho de 2007 e, naquela quinta feira, o mundo começava a assistir a um dos maiores que já se arriscou nesse esporte. Esqueça, por um momento, o fantástico jogador que ele foi, estamos aqui para falar do gênio que é como técnico de futebol.

Com uma obsessão pela posse de bola, o senhor Josep Guardiola i Sala, Guardiola, ou simplesmente Pep, tem demonstrado, nesses pouco mais de 10 anos como treinador, que sempre existe espaço para encantar e revolucionar.

Inspirado em treinadores como Marcelo Bielsa e Johan Cruyff, Pep Guardiola deu um quê a mais ao jogo: troca de passes constantes, beleza e resultados.

O treinador catalão tinha tudo em seu Barcelona quase perfeito, podendo ser um “Fergunson” no clube espanhol, mas sua inquietude e seu desejo por desafios o levou a Munique. Com ele no comando, o Bayern conseguiu, pela primeira vez na história, um tetra campeonato da Bundesliga. Apresentando já novos conceitos incorporados, faltou ao gigante alemão o título da UCL, porém nada que apague as novidades e o domínio que foram apresentados em seu período na Alemanha.

Mais uma vez em busca de desafios e ainda sob a desconfiança de alguns, foi atrás do campeonato nacional mais difícil do mundo. Com um começo espinhoso, terminou a temporada de estreia sem título algum, algo inédito em sua carreira como técnico, porém sua segunda temporada na terra da rainha começou de forma avassaladora, fulminando recordes e apaixonando a todos que curtem esse jogo. Passando um pouco mais do meio da temporada europeia, o Manchester City já é o virtual campeão inglês e provou que sim, esse estilo de jogo pode ter sucesso em qualquer tipo de campeonato.

Algumas revoluções são constadas na história da tática no futebol, da pirâmide invertida do início dos tempos, passando pelo WM, o Brasil de 1962, o futebol total holandês de Rinus Michels, o Milan de Arrigo Sacchi… Hoje nós podemos desfrutar de mais um acontecimento que muda o esporte para sempre. Da maneira mais difícil em busca de algo a mais que resultados, Pep vem fazendo suas transformações e cabe a nós aproveitar esse privilégio de poder acompanhar.

Ah, um detalhe, nunca foi demitido.