Como um mesmo placar pode contar histórias tão diferentes? Pois é. Foi o que podemos ver nesta quarta-feira, dia 21 de fevereiro de 2018.
Botafogo-PB 0 x 4 Atlético-MG. Bangu 0 x 4 Fluminense. Flamengo 4 x 0 Madureira. Jorge Wilstermann 4 x 0 Vasco.

No caso do time mineiro, a goleada serviu para tirar a corda do pescoço de um Galo, que desde o ano passado, pela não classificação para a Libertadores através do Brasileiro até a fraca campanha no mineiro desse ano, não consegue corresponder aos investimentos que fez e ao elenco tido como um dos melhores do Brasil no papel, chegando ao ponto de mandar o treinador ir pra “casa do c***lho”. Ops, perdão Oswaldo.

História semelhante à do tricolor carioca, porém com um cenário financeiro totalmente inverso. Após a perda dos seus principais jogadores sem lucrar nada com isso, exceto com Henrique Dourado, e com uma saúde financeira digna de SUS, o Fluminense vem buscando força em um elenco fraco, com a maioria dos jogadores vindo de uma “Xerém” que ultimamente só se ouve falar quando tem churrasco do Zeca Pagodinho.
Goleou o Salgueiro na semana passada por 5×0 mostrando evolução, que foi comprovada no jogo de quarta. Mas será que mesmo assim este time tem potencial pra pensar em algo que não seja continuar devendo a Série B?

O Flamengo, por outro lado, parece que vem fazendo do Campeonato Estadual a sua pré-temporada. Com um título invicto e campanha muito bem planejada na Taça Guanabara, vê o time cada vez mais pronto para a estreia na Libertadores contra o River Plate. O 4×0 do rubro-negro saiu com naturalidade, comprovando a sobra que está do elenco para o popular “carioquinha”. Nos resta saber se esse ano o time faz jus ao status de um dos melhores times do Brasil na atualidade ou mais uma vez vai ficar só no cheirinho.

E finalmente chegamos no jogo mais dramático da noite: o 4×0 que conta uma história um pouco mais complexa. O Vasco começou o ano com um processo eleitoral conturbado, aumentando as muitas dúvidas e ressalvas por parte da mídia e torcedores. Porém, a exemplo do que fez ano passado, Zé Ricardo tirou o melhor do modesto elenco vascaíno e fez uma Pré-Libertadores de encher o peito cruzmaltino de orgulho. Até ontem.
Chegou a Bolívia com a vantagem tão alta, quanto a altitude do lugar. 4×0. Porém, aos 6 minutos de jogo, enquanto ainda passava o replay do primeiro gol, o Vasco viu a vantagem cair pela metade. 2×0 Jorge Wilstermann.

10 minutos depois. 3×0. Aquela altura, o elenco já sentia mais nervosismo que falta de ar. O time pouco ameaçava o gol adversário e via nas bolas aéreas inimigas quase que um bombardeio fatal. Paulão e Ricardo, estavam uma graça, com o perdão do trocadilho. E ao tomar o 4×0, os secadores já estavam com sorriso aberto achando que o quinto gol, e a eliminação eram questão de tempo. Mas, após Pirulito perder um gol feito no fim do jogo, pareceu alertar que a sorte parecia estar mudando de lado.

Jogo foi para os pênaltis. E mais um herói se consolida na história cruzmaltina. Martín Silva, o goleiro uruguaio defendeu três cobranças, e colocou um Vasco com o alerta ligado para a verdadeira realidade e limitação do elenco, na fase de grupos.