Dando sequência a nossa série lançada no fim de fevereiro com os jogadores brasileiros que atuam na Espanha (clique para ver), hoje vamos até a Terra da Rainha para ver os selecionados do Tite se a convocação fosse na hora do chá.

O Trave de Chinelo resolveu lançar a série “Brasil pelo Mundo”, que periodicamente trará várias seleções brasileiras formadas por brasileiros que jogam em um determinado país.
Faremos o nosso time titular e abaixo colocaremos os outros jogadores que jogam no país, com seus respectivos times e posições. Montem a de vocês e escalem nos comentários.

E com o sotaque britânico em dia, a seleção dos “brazilian players” que disputam a Premier League ficou escalada assim:

Goleiro:

Desde os 15 anos no Benfica de Portugal, o goleiro era visto como promissor e confirmou seu potencial quando se tornou o segundo goleiro mais caro na história ao se transferir para o Manchester City. Presença garantida na Copa do Mundo, chegou a ser convocado para a Copa América do Centenário, mas foi cortado ao se lesionar. Esteve no Torneio Internacional de Toulon em 2014 com a Seleção Brasileira de base.

Outro: Gomes (Watford).

Lateral-Direito:

Um nome que pode pintar na lista final do Tite, Danilo surgiu para o futebol no América-MG. Teve passagens vitoriosas por Santos e Porto até chegar ao Real Madrid. Não se firmou e foi para a Inglaterra onde reencontrou seu bom futebol e descobriu que além de lateral-direito e volante também pode jogar na esquerda. Já vestiu várias vezes a camisa amarela em competições como Sulamericano e Mundial Sub-20, Jogos Olímpicos e também foi cortado da Copa América por lesão.

Único jogador brasileiro da posição atuando no país.

Lateral-Esquerdo:

Juntamente com seu irmão Rafael, Fábio foi uma das grandes promessas que não vingaram ao sair muito jovem do Fluminense para o Manchester United. Destro que joga na esquerda, o lateral era artilheiro e versátil, mas não produziu no gigante inglês sendo emprestado e vendido para times menores, como QPR e Cardiff, até chegar no seu clube atual. Presença constante e decisiva na Seleção Brasileira Sub-17, jogou os Jogos Pan Americanos de 2007 e fez apenas dois amistosos com a equipe principal.

Zagueiros:

Destaque na base do Santos, chegou aos profissionais e sem muito alarde se destacou e foi emprestado ao Palermo, e Roma até ser comprado em definitivo pelos italianos. Esse ano chegou ao Chelsea e mesmo já tendo estado no Sulamericano e Mundial Sub-17 defendendo o Brasil, o lateral é cogitado para vestir as cores da Azurra.

Lateral-Esquerdo improvisado por falta de zagueiros brasileiros atuando no país.

Oriundo da safra de boas revelações do Vitória, o zagueiro ganhou notoriedade defendendo o Benfica. Despertou interesse do Chelsea da Inglaterra onde jogou e joga atualmente após passagem também pelo PSG da França. Sua longa trajetória com a seleção começou no Mundial Sub-17, passando por Copa América 2011, Copa das Confederações de 2013 até chegar na fatídica Copa do Mundo de 2014, e mesmo saindo queimado ainda jogou a Copa América de 2015.

Meias:

Outro com passaporte carimbado para Rússia, o atual volante cresceu no Atlético Paranaense onde jogava na lateral-direita, meia e até ataque. Seu bom desempenho o levou até o Shakhtar da Ucrânia onde foi ídolo até se transferir para o clube inglês. Fez o gol do título do Mundial Sub-20 contra a Espanha e desde 2011 vem ganhando cada vez mais espaço na equipe principal, estando no grupo da Copa do Mundo de 2014 e pronto para a segunda.

Apareceu no São Paulo como Marcelinho, devido a semelhança com o tal Carioca. Virou Lucas Moura em busca da sua identidade que já aparecia com a bola nos pés. Se destacou no clube paulista e nas seleções brasileiras de base, chamando atenção do recém milionário PSG que o contratou como a segunda maior transferência do futebol brasileiro até o momento. Ficou cinco anos no clube alternando entre titularidade e banco de reservas até ser praticamente esquecido na última temporada, fazendo-o se transferir para o Tottenham. Ainda com esperança de voltar a amarelinha depois de passagem por Sub-19, 20 e Copa América 2011, Olimpíadas 2012, Confederações 2013 e Copa América Centenário em 2016, o meia corre atrás do tempo perdido.

Cria do Corinthians desde os dez anos, William se despediu do alvinegro em 2007 para jogar no Shakhtar Donestk. Após muito sucesso e títulos no clube ele foi parar no Anzhi da Rússia com pagamento da cláusula rescisória. No mesmo ano o Chelsea aproveitou a reformulação do clube russo para trazer o meia que se tornou peça fundamental do time. Com camisa mais que certa no vestiário da seleção, o jogador está acostumado com o ambiente desde o sub-15, com passagens pelo sub-18 e 20, e experiência de uma Copa do Mundo em 2014, além da Copa América Centenário.

Outros: Kenedy (Newcastle) e Evandro (Hull City).

Atacantes:

A revelação do Palmeiras teve ascensão meteórica e após um ano de profissional já foi artilheiro do time campeão brasileiro de 2016. Com tamanho destaque logo chamou atenção do gigante inglês e de Tite que apostou que ele seria e será nosso camisa 9 na Copa da Rússia. Além da principal, também jogou pela sub-20 e ganhou a inédita medalha olímpica com a sub-23.

Saiu do Brasil sem muito alarde após breve destaque no Figueirense rumo ao Hoffenheim da Alemanha, onde ficou quatro temporadas antes de chamar atenção do Liverpool e se tornar a segunda contratação mais cara da história do clube. Ao contrário de muitos, o atacante só vestiu a camisa da seleção direto na principal participando da Copa América de 2015.

Outro jovem jogador que parece estar se preparando para futura safra da Seleção, Richarlison teve destaque pelo América-MG até chegar ao Fluminense e se firmar como destaque do clube. Foi vendido para o modesto Watford da Inglaterra, mas suas boas atuações pelo clube parecem indicar que não esquentará lugar no clube. Participou da decepcionante campanha do Brasil no Sulamericano Sub-20 em 2017.

Outro: Léo Bonatini (Wolves), Lucas Piazón (Fulham) e Gabriel Ribeiro (Leeds).