Muito se fala sobre a reforma trabalhista e sobre todos os benefícios que todo trabalhador almeja. Um dos principais objetivos na vida de muitos cidadãos é a estabilidade.
E quando falamos sobre técnicos de futebol, esse pensamento também é válido?

Antes de aprofundar nesse assunto, vamos levantar alguns pontos importantes do nosso cotidiano de maneiras simples e as respondendo de maneira sucinta.
Toda pessoa que possui subordinados sabe a dificuldade que qualquer mudança de política ou rotina necessita de um certo tempo pra ser colocada em prática. E os que não possuem vivenciaram o quanto é trabalhoso mudar tudo o que já era de costume, rotina e etc.

Entrando nesse mérito, podemos citar um caso, Felipe Conceição, ex-técnico do Botafogo e atual Macaé, teve exatamente 07 dias para fazer a mudança de política e alinhar seu pensamento com o de pelo menos 18 jogadores, entre titulares e reservas.
Quando você tem um bom rendimento acumulado no trabalho, mas por alguns problemas ou talvez por falta das ferramentas necessárias para realizar seu trabalho acaba por te afetar e você tem uma queda no ritmo que tem perdurado por uma ou duas semanas, isso justificaria sua demissão por justa causa? Não? Então podemos levantar outro exemplo. O do técnico Zé Ricardo, ex-Flamengo e hoje no Vasco. Após uma sequência de derrotas fez com que o mesmo perdesse seu cargo. Exemplos como esses, não faltam. Oswaldo de Oliveira, Eduardo Baptista, Dorival Júnior…

Todos nós vivemos futebol, desde pequeno somos influenciados pela paixão que é ser um torcedor e que muitas vezes nos faz perder o senso do correto. Mas, infelizmente, o fato dos clubes possuírem elencos limitados é a maior razão de má fases e eliminações.

Alguns exemplos claros:
Fluminense foi eliminado nas quartas de final da Sul-Americana, mesmo após estar vencendo por dois gols de diferença. Foi também eliminado da Copa do Brasil. A culpa poderia ser do técnico Abel Braga, que particularmente acredito que em alguns casos as substituições tenham sido questionáveis, mas já parou pra dar uma olhada pro banco de reservas?
É aquela velha história, você olha para o banco e não vê absolutamente nenhuma opção que possa efetivamente fazer diferença. Já dizia o velho ditado: “Pra quem não tem nada, metade é o dobro.”

Outro exemplo.
Time do Botafogo lutou, brigou, e na raça conseguiu chegar na semifinal da Copa do Brasil e nas quartas da Libertadores da América. Foi eliminado de ambas e no Brasileiro deixou escapar a classificação para a Libertadores do ano seguinte.
Apesar de ter saído por conta própria, a culpa foi do Jair Ventura ou do elenco mais que limitado?

Mesmo exemplo o Vasco da Gama. Cotado como principal candidato a rebaixamento conseguiu classificar para a Libertadores. Se for eliminado, culpa do técnico ou do elenco também limitado?

A verdade é que apesar de nós torcedores, perdemos a noção quando falamos de futebol temos que entender que times limitados e sem investimento efetivo, não tem obrigações de ganhar títulos e tem apenas que brigar para permanecer na elite do futebol brasileiro.