Não é fácil ser botafoguense… O fantasma dos 21 anos cisma em nos perseguir a todo momento. Fugimos, nos esquivámos; mas nunca é fácil!
A torcida cresce, mas permanece o estigma do tamanho, da idade dos seus fiéis torcedores.

Definitivamente ser botafoguense não é simples missão!

“Não escolho, fui escolhido” – e tocamos nossa predestinação alvinegra!

A final do Carioquinha 2018, foi a síntese dessa loucura que é ser botafoguense. Perder a primeira partida com um gol nos acréscimos e vencer a segunda com um gol no mesmo minuto: 49′. É pra fuder qualquer coração mais frágil, mas não o nosso! O alvinegro não morre de infarto, morre de qualquer coisa, menos do coração!
Temos jogadores, que só chamamos assim por estarem em campo; sofremos a cada minuto com eles e também vibramos!

O torcedor alvinegro é diferente, não adianta dizer que não! Prometemos a cada dia ruim, abandonar o time. E o que fazemos no dia seguinte? Caçamos as centenas de notícias sobre o Fogão.

Tem torcedor que usa a mesma camisa de 1989.
Tem uns que não vão ao estádio pra não dar azar.
Outros que usam a mesma cueca desde 1995.

Somos assim! Intensos! Mas não iludidos!
Hoje o Manequinho na porta de General Severiano vai ostentar a camisa preta e branca.
Amanhã? Amanhã é segunda e vamos voltar a velha chatice e desconfianças cotidianas.
Agora? Somos Carli e companhia! No time de craques; os heróis são sempre improváveis.

No mais! Veste o Manequinho!