Um goleiro de seleção brasileira, dois zagueiros muito experientes, ok, ok, sabemos que não temos laterais decentes, mesmo que um seja da seleção de seu país, um volante que tinha tudo pra ser craque (também da seleção de seu país), dois meias com um passado recente de títulos e atuações maravilhosas, pontas promissores e com peso de ouro e um atacante que disputou artilharia em todos os campeonatos que disputou.

Agora junta tudo e dá a eles, salário em dia, a maior torcida do mundo e um bom lugar para viverem com suas famílias. Acho que temos os ingredientes perfeitos para montar o melhor time que o Brasil poderia ter. Aí é que começa o problema…

Grandes jogadores acostumados a ser paparicados pelos clubes onde jogaram, alguns com vida ganha e sem a necessidade de fazer o 100%, começamos a ver que o horizonte não é assim tão belo como descrito.

O grande clube, amado e venerado por milhões é acostumado a cobrar, e cobrar caro, onde jogou bem é o novo Zico, jogou mal não vale nada, e assim vem o peso de toneladas pintadas de preto e vermelho, o script se vai, o desenho desbota e a coisa fica feia.

O melhor no papel se torna o pior em resultados, afunda carreiras e ofusca os brilhantes, enquanto esses aí não entenderem que existe uma camisa que pesa muito em cima deles, não vai sair uma tabela que não seja vista com cara de desconfiança, com desdém até a bola entrar na rede.

Ei moçada, faz o simples! Vai lá, joga o futebolzinho de vocês, bota um sorriso no rosto e chama a torcida pra vir junto, faz “Oooola” e mostra que dá pra acreditar. Já chorei com Obina fazendo gol em jogo grande, não vou chorar com vocês??? Uma moçada bonita, de cabelos bem penteados e tatuagens até no céu da boca. Vamos lá, já deu certo antes com gente bem pior.

Saudosamente, um rubro-negro inconformado.