Hoje às 14h da tarde, horário de Brasília, o mundo conheceu os 23 nomes convocados por Tite para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Como é de costume começam as discussões, fulano deveria ir, ciclano não merece, entre outras. O Trave de Chinelo puxou a cadeira e sentou à mesa, para discutir sobre os escolhidos do professor Adenor.

Debaixo das traves dois nomes eram mais que certos e praticamente unanimidade de concordância entre todos: Alisson e Ederson. A discussão se daria para a vaga de terceiro goleiro, preenchida por Cássio. Marcelo Grohe? Vanderlei? Neto? Muitos poderiam optar por esses nomes, mas, sinceramente, nada mudaria. Nenhum deles vão entrar em campo e Tite optou por ter no grupo alguém com quem já trabalhou e deposita total confiança de retorno, seja técnico ou relacionamento no grupo. Quase que um “Obrigado!” pelo tempo que estiveram juntos no Corinthians e por tudo que conquistaram.

Na lateral esquerda temos o Marcelo, melhor jogador da posição na atualidade. Para ser seu reserva foi escolhido o Filipe Luís, que poderia ter sido preterido por Alex Sandro. Verdade seja dita, se qualquer um deles precisar entrar em campo, o Brasil estará perdendo muita qualidade nesse setor. Teríamos uma situação parecida do outro lado do campo se não fosse a triste lesão de Daniel Alves. Provavelmente a única posição do time titular que não passe a confiança necessária para a torcida após o acontecimento. Danilo e Fágner foram os escolhidos. O abismo entre os titulares e os reservas nesse setor são tão grandes que fica difícil dizer até quem começará jogando. Danilo vive bom momento no Manchester City, onde acabou de ser campeão, mas não é nem de longe peça fundamental no esquema de Guardiola. Fágner, por sua vez, é dono da posição no Corinthians embora seu nível seja aquém o exigido para uma Copa do Mundo. Aguardaremos cenas dos próximos capítulos para ver o que será decidido.

Chegamos ao setor onde a tranquilidade mora. A zaga. Dos quatro nomes escolhidos pela comissão, qualquer dupla formada tem futebol para dar conta do recado. Thiago Silva, Marquinhos, Miranda e Geromel. Durmo em paz.

A frente deles vemos jogadores que deram a volta por cima, cada um a seu modo e hoje são importantíssimos em seus times e na seleção: Casemiro e Fernandinho. Completam o setor, figurinhas carimbadas como Renato Augusto, Phillipe Coutinho, William, mas também tem um dos pivôs de discussão, Fred. Muitos queriam o Arthur, do Grêmio, o que me levou a pensar na seguinte questão: “Achamos que o Arthur é melhor por podermos acompanha-lo diariamente no futebol brasileiro enquanto que pouco sabemos das atuações do Fred pelo Shakthar no campeonato ucraniano, ou realmente seria uma melhor opção?”
Lembrando que se o selecionado pelo Tite não fosse bom jogador, não estaria sendo alvo de times como Manchester City e United para a próxima temporada. “Ah, mas o Arthur vai pro Barcelona!” Tudo bem. Não estou aqui pra dizer que se um é bom o outro não é, e sim pra dizer que não temos motivos pra desconfiar do potencial de Fred, além de que o último jogador do meio campo que eu ainda não citei, mostrou pra todo mundo que não da pra questionar qualquer opção do Tite já que foi de esquecido a fundamental, o Paulinho.

Neymar, Gabriel Jesus, Firmino e Douglas Costa dispensam comentários pela temporada que fizeram em seus clubes e o bom momento em que chegarão na Copa. Só nos resta duvidar de Taison. O que ele fez pra merecer estar ali? Só o Tite poderá nos responder. Poderá ser mais um homem de confiança do treinador que calará muitas críticas ou um novo Júlio Baptista, Grafite, que estiveram lá pela tal meritocracia e coerência no trabalho, mas quando precisamos de uma solução vinda do banco de reserva, olhamos e não vimos ninguém. Vejo o Taison no nível de muitos outros, inclusive que atuam no futebol brasileiro, como Dudu, Rodriguinho, Gabigol, e outros que me falham a memória. Para ocupar tal vaga, também gremista Luan era o mais pedido. Confesso que ainda não sinto total confiança que ele seria esse “cara diferente” que mudaria um jogo nesta Copa do Mundo. Poderia até vir a ser. Mas, tamanha falta de convicção em saber que se pode tirar um Ronaldo para por um Edmundo, nos faz voltar ao pensamento que devemos confiar em um dos melhores trabalhos de um treinador à frente da nossa seleção canarinha.

Sendo assim, boa sorte aos 23 nomes que representam os 207,6 milhões de brasileiros que estarão vestidos e pintados de verde e amarelo prontos para soltar o grito de Hexa!