No segundo dia de jogos da Copa do Mundo 2018 tivemos três jogos e muita emoção.

EGITO X URUGUAI

Com café e pão na mão a TV já estava ligada para acompanhar Egito x Uruguai, jogo que completava o Grupo A. Cada mordida no pão era uma chance desperdiçada por “Luisito” Suárez, que estava longe dos seus melhores dias, mesmo dando a parecer estar cada vez mais entrosado com Cavani.

O goleiro eleito melhor em campo, El Shenawy, trazia para dentro de campo a atenção dos egípcios, que desde o apito inicial só olhavam para o banco de reservas na esperança de ver o craque, Mohamed Salah, levantar. Cada minuto passado era uma barra de upload sendo concluída para os africanos e uma ampulheta esvaziando para os sul-americanos.

Aos 42’ do segundo tempo, Cavani cobrou falta, e com requintes de crueldade a bola explodiu na trave e no rebote Carlos Sánchez deu de zagueiro. Mas, praticamente um minuto depois, o castigo veio a camelo. O zagueiro José Giménez operou um milagre ao fazer o técnico Óscar Tabárez levantar sem ajuda de muletas, quando subiu mais que todo mundo e cabeceou para o gol de El Shenawy, que nada pode fazer. 0x1. Decepção faraônica e festa Celeste.

MARROCOS X IRÃ

O Portuguesa Santista x Bangu da Copa do Mundo, Marrocos e Irã fizeram um jogo difícil de assistir. Entenda o que estou falando clicando aqui.

Com uma seleção teoricamente melhor, os marroquinos controlavam o jogo, mas não transformava isso em superioridade no placar e pode-se dizer que nem técnica. Se é que teve alguma. O jogo foi transmitido na hora do almoço, fato que fez eu me pegar achando mais interessante contar quantas mastigadas eu dava a cada garfada do que assistir à partida.

Sem chutar nenhuma vez ao gol no segundo tempo o Irã fez o gol da vitória aos 49’ do segundo tempo, já que o árbitro sadomasoquista havia dado 5 minutos de acréscimos. Você deve estar se perguntando: “Como que fez o gol sem chutar?”

Pois é! Não se pode dizer que Bouhaddouz não entendeu aquela famosa instrução dos treinadores ao colocar um atacante no jogo: “Entra e decidi!”. Ele entrou, e decidiu… só que para o Irã. Gol contra e só resta o Irã deixar a mensagem: “Segue o líder.”

PORTUGAL X ESPANHA

Finalmente chegamos ao melhor jogo do dia. CR7 Portugal x Espanha fizeram aquele jogo típico de valer o ingresso. Bom futebol, muitos gols e brilho individual.

Logo aos 3’ (guarde bem esse número), Cristiano Ronaldo pedalou pra cima do seu companheiro de clube, Nacho, e foi derrubado dentro da área. Penâlti! Os espanhóis reclamaram, mas o gajo não quis saber. Olhou pro telão, respirou, bateu e fez. Começava ali o seu show.

A Espanha não sentiu o golpe e tratou de mostrar a superioridade coletiva e dominou as ações até que Diego Costa surgiu como stand in de protagonista na história e fez um belo gol pra deixar tudo igual. Dessa vez reclamação dos portugueses por possível falta do hispânico-brasileiro no luso-brasileiro Pepe.

Antes do fim do primeiro tempo, os espanhóis ainda dominavam as ações quando em um contra-ataque português, um dos melhores goleiros do mundo, De Gea, resolveu fazer um gesto de solidariedade diante de todo o mundo em apoio a Karius, do Liverpool, e aceitou um chute totalmente defensável do CR7.

A essa altura Portugal já estava ciente que era dar no homem e observar. A Espanha por sua vez tentava mostrar que o fato de ter demitido seu treinador às vésperas da Copa não ia afetar sua campanha. E na volta do intervalo, novamente Diego Costa quis colocar água no chopp do robôzão e empatou o jogo.

Com domínio, a virada veio na redenção de Nacho, acertando um lindo chute que ainda bateu caprichosamente na trave antes de entrar. Porém, quando se tem um Cristiano Ronaldo em campo, não se pode vacilar. Piqué, como se não tivesse acostumado a marcar o gajo, faz uma falta na entrada da área, digna de esporro até na escolinha.

E lembrando os bons tempos da Rainha do Basquete, Hôrtencia, o batedor de recordes respirou fundo antes de bater com perfeição na bola para empatar novamente o jogo e igualar a marca de 84 gols pela seleção de Puskas. 3×3 no placar, com 3 gols de quem parece que não está satisfeito “só” com 5 bolas de ouro, e menos ainda com a nomeação de Messi a “GOAT”, Greatest Of All Times, chegando a provocar a decisão com uma leve coçadinha no queixo ao marcar o seu segundo gol.