Finalmente foi o dia de ver a nossa seleção em campo. Domingo, dia 17/06/18 ficaria lembrado para nós como a estreia do Brasil na Copa do Mundo 2018, mas acho que uma tal vitória mexicana pode aflorar mais nossa memória daqui há uns anos.

COSTA RICA X SÉRVIA

Perdão por não ter citado esse confronto na chamada acima, mas a rivalidade tomou conta de mim. Costa Rica e Sérvia se enfrentaram pela manhã em uma espécie de aquecimento futebolístico para os que gostam de ver todos os jogos da Copa, mas como “a partida mais importante da história da Sérvia depois de algum tempo”, segundo Kolarov. Tá né?

O jogo foi até movimentado, com muitas chances criadas para os dois lados e o placar poderia ter sido mais elástico, não fosse a falta de pontaria das equipes. Salve exceção o belíssimo gol de falta marcado por Kolarov, definindo o placar do jogo na segunda etapa.

Mesmo com chances para os dois lados, a Sérvia mostrou superioridade e talvez valha a pena ligar um sinal amarelo na seleção brasileira quando for enfrenta-los. Ah, não podia deixar de citar que o nosso novo amigo, VAR, deu as caras novamente, mas dessa vez só para dar um cartãozinho amarelo.

Perto do fim, ainda deu tempo para a primeira confusão do Mundial. Lateral para os Águias Brancas e um membro da comissão técnica de Costa Rica, esqueceu que estava perdendo e resolveu retardar o reinicio segurando a bola e fazendo uma proteção à lá basquete pra cima do Matic. Confusão criada, mas dispersada com sucesso pelo árbitro do jogo.

ALEMANHA X MÉXICO

Olha a zebra aí, gente! Com todo respeito a tradição do México, mas nem o mais otimista mexicano “do contra” colocou vitória para latina no bolão da empresa. Uma Alemanha irreconhecível na estreia fez o pré-jogo dos brasileiros valer mais a pena do que o próprio jogo que estaria por vir. E na contraprova de que libera ou não o sexo na concentração: ponto para a putaria.

O desenho do jogo todos já imaginavam: boneco palito e sol com rostinho. Não, pera! Os alemães atacando e os mexicanos no contra-ataque. Pois é, foi nessa fórmula que os muchachos saíram na frente com gol de Lozano. Criaram outras oportunidades e poderiam ter feito virar passeio, como diria Galvão Bueno, mas a falta de pontaria e escolhas erradas fizeram o jogo terminar no placar magro.

Guillermo “Ted Mosby” Ochoa foi providencial quando exigido nas tentativas de reação alemã, que foi praticamente o segundo tempo inteiro. Digamos que desde a posse de Donald Trump os mexicanos já aprenderam a saber sofrer. Duas bolas na trave, muitos chutes, mas longe de ser aquela Alemanha envolvente, e coloca envolvente nisso, da última Copa.

Começou complicando para os atuais campeões, e há quem diga que já pode haver um confronto com o Brasil logo nas oitavas de final.  E aí, 2002 ou 2014?

BRASIL X SUÍÇA

Chegou nossa vez! Tá certo que a animação do povo não está tão evidente nas ruas, mas talvez em tempo de redes sociais uma bandeira do Brasil na foto de perfil seja equivalente a uma calçada verde e amarela. Independente disso, na hora que a bola rola pra seleção brasileira em uma Copa do Mundo, não tem um tupiniquim que não torça.

O adversário da estreia era a Suíça. Tirando minha mãe que sempre acha que vai ser 3×0 Brasil, sabíamos que seria um jogo difícil e, se ganhasse, seria apertado. Confiança lá no alto pelo trabalho do seu Adenor e pelo retorno do menino Ney.

Primeiro lance de ataque foi dos europeus e já bastou pra tia gritar: “Abre o olho, Brasil!” Porém, dali em diante no primeiro tempo foi só domínio canarinho e no melhor estilo Philippe Coutinho de ser, o placar foi inaugurado. Uma pintura de fora da área!

Aí já viu! “Hexa Brasil!” “Agora o hexa vem!” “Rumo ao hepta 2022!” Entre outras coisas que se grita e pensa quando o time está ganhando. Intervalo de jogo, reúne os primos e “entendedores” de futebol da família pra falar do ótimo trabalho do Tite, da segurança da seleção, dar uma cornetada no Neymar, porque se não fizer pelo menos dois gols ele não jogou bem. Mas tudo isso com a certeza que o segundo tempo viria só pra aumentar a vantagem ao administrar o resultado.

Pois bem. 5 minutos da etapa final, escanteio na área, empurrãozinho no Miranda, cola na chuteira do Alisson e gol da Suíça. Cara de não acredito na família inteira e pressão em campo para a arbitragem acionar a tal modinha de olhar no vídeo. Nada feito. Pelo contrário, o juiz do jogo fez questão de nem olhar pro telão do estádio que repetia o lance quase que com orgulho de mostrar as duas mãos de Zuber nas costas do zagueiro brasileiro. Tem nada não, a gente busca!

Cabeça levantada, choro do Thiago Silva preso e volta pro jogo. Novamente o Brasil tomo o controle do jogo, mas nada do gol sair. Casemiro dá lugar a Fernandinho por precaução. Neymar prendendo demais a bola e apanhando como seu cabeleireiro deveria apanhar não produzia muita coisa. Paulinho dá lugar a Renato Augusto, por “sabe-o-que-Deus-ão”. A esta altura eu já pensava: “Firmino ou Douglas Costa não vão entrar. Já tem alguma coisa errada aí.”

O menino com cara de choro, hoje estava sem crédito e não parecia muito disposto a fazer gol e não poder ligar pra sua mãe. Reclamou de pênalti que novamente não foi nem revisado pelo VAR, e acabou dando lugar a Firmino. Pronto, vou ter que ver Renato Augusto, sem ritmo, e não ver Douglas Costa voando.

O atacante do Liverpool entrou bem na partida e criando mais que Jesus. Miranda ainda teve a chance de empurrar o Brasil a frente do placar novamente, mas a bola saiu rente a trave. Fim de jogo. 1×1. E reversão do quadro. Desconfiança lá no alto pelas mexidas do Adenor e pela má atuação do menino Ney.

Agora é aguardar a Costa Rica para quem sabe limpar essa imagem e mudar o clima da nossa Copa do Mundo com uma boa exibição e quiçá uma goleada. Eu ainda acredito!