No quinto dia da Copa do Mundo tivemos novamente o VAR decidindo um jogo, dessa vez pela Suécia, e vindo forte para a disputa do Craque da Copa. Duas seleções favoritas com vitórias distintas em campo. Passeio belga e sufoco inglês. Rodada que mostra que tamanho, seja por altura, qualidade ou camisa, é documento.

SUÉCIA X CORÉIA DO SUL

Conhecida como “Exterminadora de Gigantes” pela campanha nas eliminatórias ao tirar Holanda e Itália do Mundial, a Suécia estreou exterminando também os pequeninos coreanos. Do sul.

A diferença física dos jogadores impressionava. Me fez lembrar o filme Space Jam, tamanha diferença de tamanho das duas equipes; exceto pelo sul coreano Kim Shin-Wook, que com 1,98m ainda me faz duvidar se não tinham dois jogadores dentro daquele mesmo uniforme.

Além da questão de estatura, a Suécia comandou as ações técnicas do jogo praticamente durante todo o confronto. Pressionava desde o inicio com destaque para uma linda defesa do goleiro Jo Hyeon-Woo, uma espécie de Cosplay de Maria Gadú, em chute a queima roupa do Berg. A equipe azul e verde abusava dos cruzamentos, e mesmo ganhando todas no alto, não abria o placar.

Na volta do intervalo ainda não se sabe se os asiáticos fizeram alguma mudança, já que o próprio treinador declarou que nos treinamentos trocava as camisas dos jogadores para confundir a mídia ocidental que não sabia diferenciar os atletas. Só no segundo tempo que a Coréia, do Sul, ameaçou. E pasmem, foi de cabeça. Koo Ja-Cheol mandou a bola na rede, mas pelo lado de fora. E no jogo mais faltoso da Copa até aqui, o gol não podia vir de uma forma diferente. Pênalti para Suécia marcado com auxílio do olho que tudo vê. O Pé-Grande Chefe Granqvist cobrou e guardou.

Depois daí nada mudou e pouco se fez. Os suecos botaram os sul coreanos no bolso. No sentido figurado, apesar de ser capaz de caber. 3 pontos e que venham os alemães.

BÉLGICA X PANAMÁ

Já tem algumas competições que esperamos ver a promissora geração da Bélgica surpreender e, quem sabe, levantar seu primeiro caneco. E se baseando nessa estreia podemos estar perto de concretizar tal feito.

Tudo bem que o adversário não era lá dos mais intimidadores, mas em uma Copa onde Brasil empata com a Suíça, Argentina com a Islândia, e Alemanha perde pro México, acho que não da pra subestimar ninguém. Pois bem. Faltou avisar isso pra Bélgica.

A etapa inicial nos levou a crer que veríamos sim, mas uma estreante em Copas engrossando o caldo pra cima de um dos favoritos apesar das inúmeras chances criadas pelos belgas e boas defesas do Buffon panamenho, Penedo. 0x0 até o intervalo e ferrolho difícil de furar.

Mudou o lado e mudou o jogo. Mertens só deu mais dois minutos de esperança pros panamenhos antes de abrir o placar com um belo chute. Uma pintura digna de René Magritte! Murillo ainda teve a chance de empatar e ganhar estátua em seu país com o primeiro gol em Copa, se não fosse Courtois em seu caminho.

Foi aí que começaram a aparecer os grandes nomes dessa geração dos Diabos Vermelhos. Hazard faz bem jogada e De Bruyne, que até aqui errava muitos passes, colocou de três dedos na cabeça de Lukaku, que mergulhou e aumentou a contagem. A partir daí foi só alegria. Com os norte americanos acreditando em milagres, os espaços surgiram e Eden Hazard, que a essa altura já jogava junto com seu irmão Thorgan, puxou contra-ataque e deixou o Imperador Belga, Lukaku na boa para ampliar e mostrar que tem camisa 9 sim nesse Mundial.

Até do meio campo Los Canaleros tentaram, mas nada mudou. Vitória convincente da Bélgica deixando ligado o alerta vermelho dos rivais.

TUNÍSIA X INGLATERRA

Uma das seleções mais jovens do Mundial, a Inglaterra fez sua estreia contra a Tunísia. Um jogo difícil resolvido nos acréscimos pelo furacão Harry Kane, mostrou que a puberdade dos ingleses não vai ter tempo pra curtição, porque Copa do Mundo é coisa séria e nunca vi título de time verde. Nem no uniforme.

Bola rolou e logo com dois minutos Lindgard teve uma chance clara, mas parou no pé salvador do goleiro Hassen. Tudo indicava que hoje era dia de chá. Menos para o Sterling, que deve estar apagando todos os vídeos desse jogo no YouTube para não ser lembrado de sua péssima atuação e pelo gol incrivelmente perdido.

Com dez minutos de jogo, a Inglaterra cobrou escanteio, Stones cabeceou e Hassen novamente fez uma linda defesa, mas que pra seu azar, além do rebote cair nos pés de Harry Kane, que abriu o placar ainda foi o fim da sua participação na partida. Lesão no ombro e provavelmente fora dos outros jogos.

Retranca furada, time mais competente, agora era só administrar e aproveitar as chances que naturalmente iriam aparecer. Certo? Errado! Walker queria mais emoção e ao tentar afastar uma mosca que estava incomodando acabou acertando o jogador tunisiano e cedeu pênalti para o adversário. Sassi converteu e recolocou, se é que já tinha entrado, a Tunísia no jogo.

Na pressão de conseguir o resultado positivo, os meninos da rainha voltaram a praticar o velho futebol de passes longos e bolas na área, característico do país. Conseguia assustar, principalmente com Lingard, na base do vai que dá, chegando a acertar a trave, mas sem passar confiança. As bolas paradas viraram a melhor opção. Faltas mal batidas e cruzamentos eram o resumo da criatividade inglesa, até que em novo escanteio, dessa vez aos 46’ do segundo tempo, Harry Kane novamente balançou as redes e colocou seu nome na briga pela artilharia da competição e na bunda de um torcedor.

Gol nos acréscimos. Keep and calm para os britânicos e balde de água fria para as Águias de Cartago. Mesmo sem brilhar, o artilheiro Hurricane decidiu e amenizou a dificuldade que a seleção irá encontrar daqui pra frente se manter esse futebol de ensino médio.