Primeira vitória asiática sobre um sul-americano em Copas, primeiro time africano a vencer em 2018 e nova vitória russa animaram o sexto dia de Mundial.

COLÔMBIA X JAPÃO

Praticamente 90 minutos com um homem a mais em campo, o Japão sobre aproveitar a vantagem numérica e fez história ao ganhar da Colômbia.

Logo no ínicio, Carlos Sanchéz deve ter lembrado de algum compromisso mais importante, ou simplesmente não estava muito disposto a essa tal de Copa do Mundo. Colocou a mão na bola com 3 minutos de jogo e foi expulso, além de dar um pênalti para os japoneses cobrarem. Muita gente nem tinha ligado a TV e alguns japoneses nem aberto o olho ainda quando Kagawa colocava o Japão na frente do placar.

Um jogo de fácil edição para o rapaz dos melhores momentos, só foi ter emoção quando o árbitro inverteu uma falta e marcou em Falcão García, ao invés, do Falcão García. Quintero que não tinha nada com isso, recebeu a entidade Ronaldinho e bateu com perfeição por baixo da barreira. O goleiro Kawaguchi ainda tentou jogar uma bomba de fumaça para dizer que a bola não havia entrado, mas o reloginho do Ben 10 não deixa dúvidas. Tudo igual no placar.

Pode parecer que estou indo direto ao ponto, mas realmente não houve lances de perigo além dos gols. E já chegamos no momento que Los Cafetones conseguiram dois feitos históricos. O primeiro é ser a primeira seleção sul-americana a perder para um asiático em Copas. E o segundo, ainda mais impressionante, é fazer isso com um gol de cabeça. Osako subiu em cobrança de escanteio e decretou a espadada final dos samurais.

Mesmo desfalcado de Tsubasa e Benji, que com certeza pegaria impulso na trave para defender a cobrança de Quintero, os Super Campeões saíram em vantagem no Grupo H.

POLÔNIA X SENEGAL

Os africanos entraram em campo com a missão de salvar a honra do continente nesta primeira rodada e não pestanejaram. Vitória em cima dos poloneses com muito carisma, e claro, dancinhas.

A Polônia que chegou com moral neste Mundial, como 6º colocada no Ranking da FIFA e cabeça de chave do grupo, não comprovou isso em campo contra Senegal. O jogo estava lá e cá, até que Gueye arriscou de fora da área e a bola desviou no brasileiro naturalizado polonês Thiago Cionek enganando o goleiro. Erro de brasileiro na Europa já tá sendo falado demais nessa Copa, pelo menos esse não foi tão grave.

No lance seguinte parecia que o craque Lewandowski ia acordar pro jogo e chamar a responsabilidade. Bateu falta com capricho, mas N’Diaye defendeu. E foi só isso mesmo que ele fez. Mané também não produzia muito do outro lado, ao contrário do mané Krychowiak que foi recuar uma bola para o goleiro do meio campo e viu Niang, que havia acabado de ser autorizado pela arbitragem a retornar ao gramado, disparar e chegar antes de todo mundo para tirar do goleiro e selar a vitória senegalesa.

A Alvirrubra ainda martelou até descontar com o mesmo Krychowiak de cabeça, mas não foi suficiente para evitar a derrota e frear a alegria do Super Choque do futuro que treina Senegal.

RÚSSIA X EGITO

No melhor estilo aluno exemplar, a Rússia fez novamente o seu dever de casa e mandou o Egito de volta pro sarcófago no jogo que abria a segunda rodada da competição.

As atenções estavam voltadas para a estreia de Mohamed Salah na Copa do Mundo, mas a anfitriã não queria saber de ninguém abrindo a geladeira da sua casa sem autorização. E pelo alto foi o caminho que tentaram na maioria do primeiro tempo. Trezeguet – não, o francês não voltou a jogar e muito menos se naturalizou egípcio – assustou com um chute estilo Philippe Coutinho. O Rei do Egito pouco apareceu na primeira etapa, exceto por um chute de fora da área.

Lados trocados e acho que a seleção russa tem preferência de baliza. Porque logo no primeiro lance, Zobnin chutou e Fathi colocou contra a própria pirâmide. Ê povinho pra querer prejudicar os times hoje, hein. Doze minutos depois, Mário Fernandes limpou a imagem do Brasil na rodada e fez boa jogada e rolou para Cheryshev marcar. Já são 3 gols na competição do abençoado pela lesão de seu companheiro que o fez jogar.

Como todo aluno aplicado, a Rússia não se dava por satisfeita e três minutos depois acabou com a garrafa de Smirnoff da torcida com uma pintura de Dzyuba. O francês do Saara quase diminui na sequência, mas foi em pênalti sofrido e batido por Salah, que o Egito voltou a marcar em Copas desde 1990.

Classificação dos donos da casa, eliminação da visita, e segunda rodada devidamente aberta para mais emoções neste Mundial que mal conheço, mas já considero pacas.