Caros, como em período de tamanha importância para a sobrevivência de nossa sociedade, para se buscar e encontrar o equilíbrio nas contas públicas, para definir o futuro fazendo escolhas no presente, como em meio a tamanha responsabilidade se pode pensar em futebol?

Simples, o futebol é um reflexo do todo, compõe e influencia a sobrevivência em nossa sociedade! O Futebol é lazer, mas também é negócio, o futebol é distração, mas também é arrecadação, o futebol tem seus significados simbólicos, mas também traz responsabilidades específicas, ao tempo em que traz o lúdico, o brincar, também gera trabalho através de empregos diretos e indiretos!

Há quem diga que o eleitor brasileiro vota como torce para equipes de futebol – segundo eles, a maioria escolhe os times que já são vencedores, que já são grandes clubes, aqueles com grandes investimentos e já famosos por todo o país! Assim, votam no candidato que tem as maiores campanhas de marketing, que, endinheirados, vendem a imagem de vencedor!

Estes críticos vivem insistindo para o eleitor pesquisar mais, saber a vida pregressa do candidato, entender suas propostas e escolher não só pelas belas cores do pavilhão aos seus olhos, mas, antes pelos benefícios que deverão trazer por suas propostas!

Talvez a falta de investimento em educação leve mesmo o coletivo a um “comportamento de manada” – sem componentes críticos em suas formações, talvez só reste ao cidadão copiar o seu semelhante, seguir aqueles que admira, imitar os que lhe parecem saber o que estão fazendo, enfim, reproduzir o posicionamento da maioria como forma de sobrevivência!

Enquanto apresentamos defesas de que é necessário investir seriamente em educação, na esperança de que a “manada” volte a se comportar como cidadão preocupado com os outros e escolha a partir de critérios positivos – precisamos ter esperanças de que pelo exemplo, o futebol também evolua!Os clubes precisam investir em gestores melhor preparados, os resultados precisam ser preconizados por ações que gerem benefícios sociais claros – o orgulho pelo pavilhão tem de ser acompanhado não só por suas vitórias nos jogos, mas por feitos relevantes no resgate social e na influência cultural de toda a população, valores positivos precisam ser uma constante. Neste caminhar, do Roupeiro ao Atleta a profissionalização, o comportamento de cada colaborador da equipe é relevante para que a marca se torne realmente grandiosa!

E o melhor – está na hora desta busca de excelência no futebol, pautar a forma de votar, o brasileiro tem de votar como quer que funcione o bom futebol! Escolher os melhores gestores, exigir compromisso profissional dos legisladores, dos membros do executivo e do judiciário, pois cada uma destas funções é primordial para o crescimento social, os que as ocupam precisam se entender como servidores do povo e se não prestam o serviço como se espera devem ser extirpados destas funções!

Por fim – votar consciente deve ultrapassar as paixões, o que nem sempre é possível no futebol, mas mesmo a paixão pelo futebol pode e deve ser usada para melhor comparar as escolhas possíveis daqueles que vão conduzir a construção das regras do nosso convívio social! Você “peladeiro”, você “cartoleiro”, você “torcedor”, ame seu país e vote escolhendo a renovação, vote dando chance ao novo, optando pela mudança, vote com critério!