Como nascem os ídolos? Um ídolo é antes de tudo aquele atleta que todos querem ser!

Não apenas por sua habilidade incontestável ou poder de decisão, mas pela sua identificação com a camisa, com o clube.

Jeff é antes de tudo um Alvinegro, com sorte, azar e entrega. Teve no Botafogo o auge de sua carreira e mesmo com o assédio de outro clubes preferiu ficar. Jogou série B com rara hombridade.

Não é um ídolo à toa!

Um escritor, um músico, um pintor são artistas que podem ter suas obras eternizadas; vistas, ouvidas e lidas sempre. Um atleta é um artista único, é preciso estar ali, vivo… Assistir a sua plenitude.

Black Jeff envergou a 1 de General Severiano com amor e profissionalismo – 459 jogos com a camisa do mais tradicional – homem de gelo, dizem uns, negão da porra, falam outros… liderança e resistência.

O ídolo tá acima do próprio futebol, concluo…. mas não acima do clube e muito menos da torcida. Torcida que sempre o reverenciou.

Em vida, o Black Jeff vai morar no panteão dos grandes, ao lado de Manga, Garrincha, Zagallo, Heleno, Jairzinho e tantos mais.

Obrigado Jeff – Grande Black Jeff!

Parafraseando Vinícius de Moraes:
“O Botafogo e seus ídolos são eternos e, efêmeros somos nós que o amamos.”