12 de dezembro de 2018. Finalmente o dia da grande glória chegou. O Athletico Paranaense conquistou sua primeira taça continental. Uma verdadeira vitória épica, suada e que chegou na derradeira disputa de pênaltis. Thiago Heleno teve a responsabilidade de carimbar o último tento.

Não faltam imagens, filmes e todos os tipos de registros possíveis de um jogo em que a memória jamais esquecerá. Porém, uma imagem me marcou. Dentre vários braços erguidos, pessoas se abraçando e sorrisos sem fim, havia na Brasílio Itiberê inferior, um torcedor com a perna quebrada que comemorava o título de forma singular. Prendeu em uma de suas muletas a bandeira do rubro-negro balançando-a de um lado a outro aos gritos de “ É Campeão!”.

Mas qual o motivo desta imagem ser tão marcante?
Simples, ela representa a essência deste título. A bandeira, claramente representa o orgulho e paixão de um povo. Já a muleta, possui o sentimento do torcedor. Um torcedor guerreiro, que já sentiu na ponta dos dedos várias taças importantes, escaparem. Esses momentos podem ser resumidos em uma frase: “Tão perto e tão longe”.

Uma libertadores (com a partida de ida tirada de nossos domínios) um Campeonato Brasileiro (já na era dos pontos corridos) e uma Copa do Brasil. Derrotas marcantes, mas que ensinam. Ensinam que isso não é só um esporte, que é preciso sempre dar aquele “a mais” e que as vitórias nunca vêm fácil. Aliás, fácil não é uma palavra existente no vocabulário Athleticano.

Outros dirão que é uma taça secundária na América, que tivemos sorte.
Pois que digam! Talvez sim, a “sorte de campeão” nos acompanhou, mas mal sabem eles que desde 2004 aguardávamos por essa glória. Doze de dezembro, sempre terá uma marca especial no calendário daqueles que tem o Joaquim Américo como segunda casa.