E vai começar uma chuva de piadas sobre vice, e sobre água, por causa da chuva, que é pra correlacionar com a chuva de piadas. Mas e daí? Que orgulho dos moleques nessa Copinha!

Todo vascaíno tem noção do quanto as exibições da equipe profissional não são dignas de honrar a história do Gigante da Colina faz mais de década. Torcedores com mais idade, acostumados a tempos de Edmundo, Romário, Euller, Hélton, Mauro Galvão e Germano, alternam entre a tristeza e a impaciência, com 2011 no meio disso tudo para dar um gostinho. Aí vem vocês, tão novos, inexperientes, dando aula de como se veste essa armadura de templário. Quem viu o Vasco na Copinha assistiu futebol bonito, raça, qualidade técnica e vontade de vencer. Isso com toda a teimosia histórica da direção de não acompanhar os avanços do futebol.

Vasco no Mundial de 2000 – Em pé: Hélton, Jorginho, Mauro Galvão, Gilberto e Júnior Baiano.
Agachados: Edmundo, Felipe, Ramon, Amaral, Romário e Juninho Pernambucano.

O título, infelizmente, não veio. Mas eu sinceramente não ligo. Para a base, vale muito mais mostrar a maior verdade que o futebol nacional foi capaz de produzir. A base do Vasco é forte! E bota forte nisso, porque enfrentou a todos fazendo valer o apelido de gigante.

Na final, a verdade é que foi destino. A equipe vascaína fez por onde vencer, mas o futebol tem dessas coisas. Decisão por penalidades é sempre complicado e tem muito de sorte envolvido.

Valeu pra todos esses garotos enrijecerem a casca e se prepararem pra pressão de defender o profissional do Vasco em breve. Nesses anos em que contratar reforços para o Vasco é cada vez mais complicado, olhar pra base e assistir exemplo de futebol dá ânimo por dias melhores. E virão. Se depender dessa garotada, eu tenho certeza.

Todo mundo daí queria o título. Eu sei. Mas, o Vasco na Copinha deixou um exemplo pro profissional. Espero que os coroas tenham anotado como se faz.