Times pequenos e cheios de história que só vemos em janeiro, jogadores desconhecidos com nomes engraçados e apelidos que remetem ao passado, Índio, Esquerdinha, Marreco, Zulu, Paulão (zagueiro, óbvio), e muitos outros que só vemos em nossas peladas de fim de semana, mas em janeiro eles aparecem e não é só na Copinha que tem inúmeros nomes “boleiros” da nossa infância.

Em tempos de nome composto, onde até o técnico tem que chamar o seus jogadores de “Diego Ribas”, “Bruno Henrique” e “Everton Ribeiro”, caminhamos para um tempo estranho onde os apelidos que criaram a grande mística de Pelé, Dadá, Zico, Dinamite, Tostão e Chulapa, ficam cada vez mais distantes e hoje soam como preconceito e desdém.

O último que me lembro, nosso querido “Negueba”, que para os desavisados já vinha de um outro apelido “Neguinho Pereba”, devido as marcas de machucados que marcavam seu corpo por uma infância muito bem vivida.

Quem lembra do Toró… também jogador do Flamengo, cria da base do Tricolor das Laranjeiras, Rafael Ferreira Francisco, jamais seria lembrado senão por seu apelido carinhoso dado nas épocas de base devido ao que fazia em campo. Toró era pela quantidade de gols que o pequeno moleque fazia, uma alusão a chuva de gols que o tal menino aplicava em todos os jogos, tinha patrocínio de grandes marcas do esporte como Adidas desde os 14 anos de idade e foi tratado como joia por muitos anos.

Em São Paulo quem poderia esquecer: Lulinha, Dentinho, Romarinho, Foguete e muitos outros que chegaram aos profissionais e hoje jogam pelo mundo em times de ligas não tão badaladas.

Mas quem curte o bom e velho futebol já tem no sangue a aceitação dos bons e velhos apelidos da bola, que não se faziam por menosprezar ou zoar ninguém, mas para que os “Robertos Firminos”, “Douglas Costa” e outros mais, não venham nos fazer esquecer dos Romário, Bebeto, Branco, Ronaldinhos, Zinho, Juninho e muitos outros que nos deram tantas alegrias.