Hoje gostaria de comentar sobre um assunto um pouco diferente dos que já tratei em outros textos aqui no Trave, mas que considero de suma importância, inclusive para o entendimento do atual momento de nosso futebol e das idéias “novas” sobre a função da bola.

Comecei uma breve pesquisa sobre a bola e sua função e rapidamente me deparei com textos bem interessantes contendo frases do tipo: “existe uma musculatura que envolve a bola, e que reage à excitação e a outras sensações, como por exemplo, frio, medo e vergonha. Essa reação causa uma retração que é uma maneira de protegê-la de algum trauma” e também como “a principal função da bola é a produção das células responsáveis pela reprodução”.

E essa dualidade em um mesmo texto, que fala de produzir as células responsáveis pela reprodução, que trazendo para o português claro significa que a função primordial de ter a bola é construir jogadas para chegar ao gol, ao mesmo tempo uma atuação fria, medrosa e envergonhada, tendo a bola de maneira retraída, pode não significar a elaboração de tramas que possam levar à grande alegria das multidões, o gol.

Com tudo isto posto, podemos chegar à incríveis constatações:

Ter bola pode não ser suficiente, pois se sua bola é estéril ela não será capaz de produzir nada. Por outro lado uma bola muito fértil pode produzir muito, pode produzir sempre, praticamente a vida toda.
Por isso deixo aqui meu apelo, digam não a bola estéril e agradeçam sempre pela bola fértil, ela é responsável pela alegria do povo, pela produção de tudo que somos capazes de amar.
Ela é responsável por mim, por você, por todos nós.
Ela é o que nos move, é o que nos faz viver o melhor da vida, as maiores emoções.
Ela trás o gol, o prazer, o grito, o choro, o riso, o canto, o gozo!

Então grite comigo:
ABAIXO À BOLA ESTÉRIL, VIDA LONGA À BOLA FÉRTIL!!!