Dia 8 de fevereiro de 2019. O Flamengo teve uma partida que nenhum rubro-negro gostaria de ter visto. Uma partida que entramos com 10 jogadores, mas que facilmente aceitaríamos perder de W.O.. Seria a maior vitória de W.O. já vista e comemorada da história do esporte. Uma partida que infelizmente não tem jogo de volta. Uma partida que só teve estádio cheio no dia seguinte, e que ao invés de cantos e gritos, só se ouvia o cair das lágrimas em meio a um Maracanã calado. Uma partida que o único apito foi o final. Final de um sonho, vivido, mas não realizado por meninos que só queriam ser jogadores de futebol. Afinal, quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

Meninos que não eram só a alegria, mas também a esperança de suas familías. Famílias que só nos resta acalentar e dar o máximo de apoio, pois não é fácil esse momento. Dor, dor e mais dor. Sentimento imensurável que tomou conta de todos nós que independente do clube que torça, ama o futebol e acima de tudo tem compaixão com o próximo.

O técnico lá de cima deve ter uma competição muito importante para escolher a dedo o seu time, e por mais que aqui embaixo o sofrimento tenha sido grande, tenho certeza que lá em cima eles levantarão a primeira taça celestial das categorias de base.

Athila Paixão, Arthur Vinicius, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo “Bolívia”, Samuel Thomas e Vitor Isaías. Vocês viverão pra sempre na memória de todo rubro-negro.