Adios Muchachos é um velho tango de Gardel. Uma música que canta o adeus à vida um nobre colega. E talvez dentre tantas possibilidades no amado ritmo argentino, não exista algo que defina tão bem o sentimento do mundo futebolístico. O avião de Sala foi encontrado. E essa noticia praticamente acaba com as esperanças de todos nós que esperávamos um desfecho sorridente para essa história. Tornou em uma vela, aquilo que outrora foi um grande farol guiador de esperanças.

Além dos familiares envoltos na tragédia, temos o sentimento triste da torcida do Cardiff. Que sente a sua maior contratação, a fonte de alegrias, gols e emoções se esvair entre os dedos. E sem ao menos ter tido a chance de viver tudo isso. E não muito longe dali, os donos de uma camisa amarela em terras francesas sentem um duro e doído adeus. Viram o seu atacante rumar ao país galês para realizar o sonho de qualquer jogador, disputar a Premier League.

Homenagem da torcida do Nantes à Emiliano Sala

Nenhum torcedor gosta de dizer adeus ao seu atleta, mas nenhum ser humano pode encontrar o mínimo de alegria em se ver famílias, histórias e sonhos sendo rasgados pelas garras de mais uma tragédia aérea no futebol.

O passado nos remete a Chapecoense, Torino e Manchester United que já tiveram em suas histórias um triste capítulo envolto de tragédias. Todos esses fatos mudam e moldam a história das pessoas e do esporte. Selecionados inteiros já foram dizimados, times inteiros perdidos e que até hoje não conseguiram retornar ao patamar que pertenciam.

E o que aprendemos com tudo isso? Para essa pergunta só existe uma resposta, tão antiga quanto o mundo, mas que custamos a aprender. Milhões e milhões de euros, premier league, contratos de publicidade, disputas e tantas outras de nada valem se não estivermos lá para vivê-las.