O calendário futebolístico despertou sentimentos confusos no torcedor. Passamos dezembro e janeiro com saudades dos jogos. Aí vem o Estadual. E com isso desperta o sentimento de que o Brasileirão parece nunca chegar.

Mas será que são os campeonatos? Ou o nosso futebol entrou em decadência? A resposta talvez seja triste.

Neste penúltimo domingo cometi o erro de assistir o clássico inglês, até aí tudo bem. Mas na sequência veio a final no primeiro turno do Campeonato Paranaense (carinhosamente chamado de Ruralzão).

Presenciei a pior disputa de pênaltis da história. O Toledo acabou campeão em um jogo onde nenhum dos times pareciam querer as glórias da vitória.

Em mais um escolha infeliz, assisti aos melhores momentos (se é que podemos chamar assim) de Fluminense contra o Antofagasta. Ledo engano. Nem a torcida do mandante se dignificou a comparecer.

E o Santos? E o Bahia? E tantos outros times que ficaram pelo caminho em suas disputas. Alguns campeões estaduais somem no decorrer do ano.

E no fim da rodada um lance (o passe de letra do Diego) se destacou. Minutos e mais minutos jogados pelo Brasil e somente um lance chamou a atenção. No frágil Carioca, no triste Paranaense, no ilusório Catarinense e no desinteressante Mineiro encontramos pseudos artilheiros, craques de 3 meses e a mais improdutiva arbitragem.

Nem as janelas de transferências se salvou. Reparem que o mercado girou em torno de jogadores que surgiram entre 2016 e 2017. Não nos renovamos. Não crescemos.

Saudades Brasileirão. Saudades futebol arte.