Se por acaso aparecesse um Miranda no meio dessa frase não seria estranho. Desde meados dos anos 80 até bem pouco tempo atrás, a atuação não tão suave desse ilustre personagem que fez história no futebol e hoje segue para um outro plano: Eurico Miranda.

Eterno mandatário no tempo em que se fez presente no clube, era capaz de entrar no campo e tirar o juiz de jogo, de estampar o nome de uma emissora rival à maior do país na camisa do clube em sinal de protesto e acabar com uma eleição de forma truculenta saindo como “vencedor”.

Esse era o mítico presidente que por anos foi a cara de um Vasco não tão forte em campo, mas que nos microfones era imbatível.

Foi-se um pouco da história do futebol do Rio e também o charuto que junto ao suspensório, hoje parecem sem sentido em outro que venha a aparecer com tais apetrechos.

Vai e segue para a glória que tanto bradou em vida, e que a cruz de malta lhe guie.

“Pra mim, antagônico de si mesmo. Foi salvador e vilão da própria paixão. Amou tanto que acreditou ser mais do que o próprio amor. Enquanto seu nome carrega o significado etimológico de “honesto”, dialogou esta valência sempre em função da primeira sílaba que carregava em seu nome: “EU”.
Durante anos Eurico foi o Vasco. Durante anos o Vasco foi gigante, e quando foi fragilizado, Eurico, o EU, foi junto…” – Sandro Braga.