Acabou, para minha surpresa, a invencibilidade do Vasco em 2019. E a surpresa vem por ter sido uma derrota para a Cabofriense ao invés de um clássico.

A defesa reserva do Vasco foi o ponto fraco, e levando em conta que a ataque resolveu disputar quem era menos eficiente, tivemos o revés de 2 a 0. Fim da invencibilidade e a terceira colocação no grupo.

Fernando Miguel vinha de bons momentos, mas no jogo contra o Cabofriense jogou abaixo do que vinha apresentando. Segundo jogo seguido. Esperamos que a estabilidade retorne em breve.

A escalação já não me agradou. Talvez se tivesse optado por um time misto, o resultado fosse outro. As alterações promovidas pelo técnico também não modificaram o cenário. O Vasco martelava a defesa do Cabofriense, mas sem chegar ao gol.

Agora o Vasco não tem mais invencibilidade. Parece ruim à primeira vista, mas eu vejo como o fim de um peso. Se dessa derrota o Valentim buscar uma nova visão de equipe a Colina agradece. Principalmente na precisão do ataque, porque o tanto de chance que o Vasco perde é motivo para determinar as pretensões anuais da equipe.

Um outro invencível se foi. Eurico Miranda. Demorei para falar desse assunto porque eu queria esperar minhas ideias sobre o acontecimento se assentarem.

A verdade é que, quando moleque, eu gostava dele. E depois que ele assumiu a presidência do Vasco, eu fui desgostando cada vez mais. Eu o chamava de Darth Vader carioca. Eurico tinha poderes intergaláticos e imperiais dentro de São Januário, e suas bravatas e raros pedidos de desculpas não foram suficientes para amenizar a péssima administração que promoveu durante seus mandatos.

Não duvido que fosse vascaíno, mas duvido muito que o clube era uma de suas prioridades quando o assunto era dinheiro. Ele se foi, e eu senti um ar de liberdade para o Vasco.

Por favor, não interpretem essas palavras como se o mal para ele fosse desejado. Que Eurico esteja entre os seus. Mas o mandatário do charuto era praticamente uma perna do Vasco com ações independentes. Agora que essa perna foi amputada, eu espero que o Vasco saiba projetar sua caminhada futura sem a dependência do “dotô” mais poderoso que um Lord Sith na Colina.

Então que as vitórias retornem, condolências atrasadas (porém sóbrias) a todos os fãs do Darth Vader do Rio, que sim, muito fez pelo Vasco (em todas as direções). O respeito não partirá com ele. E falando somente o que importa nesses dias, Vasco. E Vasco.