Da vitória ao empate, e do empate para mais um vice. Domingo muito decepcionante para o Vasco da Gama.

Jogadores agora com a conversa de que o Vasco segue vivo no Carioca e Alberto Valentim dizendo que é ruim perder. Clichês de português que só servem para aumentar o dessabor que o Vasco vem provocando em sua torcida devido à postura que vem assumindo.

O time dito reserva do Flamengo seria titular de muita equipe que disputa a Série A do Brasileirão, e o Vasco vem de uma década ou mais de administrações e investimentos falhos que até hoje cobram o preço para formar uma verdadeira equipe digna de usar a armadura vascaína, mas a questão não é essa. A questão de fato é, como eu disse, a postura.

Um time com a história do Vasco que, após abrir o placar, recua e espera o tempo passar, que para de agredir, de buscar mais, representa um comportamento de timidez, debilidade e em qualquer disputa, esse comportamento convida o adversário a atropelar o negligente.

No primeiro confronto entre Vasco e Flamengo, foi o time da Gávea que viu um empate tirar o gosto da vitória, mas ontem, para o Vasco, o gol de empate foi muito mais dolorido. O que se perdeu foi muito mais do que o Flamengo no primeiro embate. Agora o Vasco perde o fim de semana de folga e vai disputar a vaga da final com o Bangu, assim como perde a vantagem do empate. Mais uma vez a história do Vasco entregar a paçoca pro Flamengo faltando instantes para o jogo acabar. E isso não é nem mesmo falta de um melhor elenco, de mais craques em campo. É uma simples questão de postura. É a máxima do futebol. Recuar depois de 1 a 0 é pedir pra perder ponto, é pedir pra perder jogo.

E o gosto amargo dessa derrota vai além da perda do título (e mais um vice, dirão os rivais). É, de novo, da bendita postura da equipe como um todo. Palavras de mais ou menos, de tanto faz, de ainda haver chance… Valentim falando de evolução. Parece que o objetivo dessas pessoas é irritar a torcida. Evolução de permitir uma penca de cruzamentos com apenas um único gol de vantagem?

Tirando Fernando Miguel e Tiago Reis são os únicos que se salvaram. Todo o resto, literalmente no meio desses dois já que são o goleiro e o centroavante, atuaram muito abaixo do esperado. Principalmente Bruno César, vencido facilmente pelos marcadores em 99% dos lances e que parece entrar no campo com grilhões nos pés. Eu cheguei a desejar a entrada de Fellipe Bastos em campo!

Os próximos jogos determinarão a validade do Alberto Valentim. Espero que ele faça por onde permanecer, nem que invista num coach motivacional para essa penca de jogadores parar de se contentar com pouco. Talvez uma hipnose para que os jogadores achem que a partida já começa 2 a 0 para o adversário.

Passar do Bangu agora é obrigação, e mudar essa postura é o mínimo numa eventual (pra não dizer obrigatória) final. Não vou pedir para os jogadores acertarem cruzamentos, chutes a gol ou passes com mais de 9 metros, que eu creio já ser o mínimo para um profissional do futebol. Basta que entre nos jogos querendo verdadeiramente vencer, e por mais de 1 a 0, que é pra garantir. Jogador da Colina deve ter obrigatoriamente sangue nos olhos, vermelhos como a cruz de malta que carrega no peito.