Paulo Valentim, Quarentinha, Garrincha, Didi… aquele pode ter sido um dos maiores ataques do Brasil, campeão de 1957, o time que aplicou o maior baile da história numa final de Carioca – 6×2 – no Fluminense. Tinha em sua meta o goleiro que queria ser médico: Adalberto Leite ou um goleiro por um acaso… coisas do Botafogo, talvez.

Adalberto, confesso frangueiro na adolescência na Ilha do Governador a precursor de Manga no Esquadrão Imortal, daqueles típicos jogadores únicos no futebol, nunca se achou maior que a camisa que envergou ou o próprio futebol. Jogou com as maiores estrelas do futebol e dizia não gostar muito de futebol, está aí! Um dos maiores arqueiros do futebol alvinegro, não curtia muito futebol. Eternizado no Muro do Ídolos, em General Severiano, era habitual na sede do clube.

Para muitos dos Alvinegros mais supersticiosos, o Black Jeff era sua reencarnação mesmo com ele ainda vivo, ali na meta era passado e futuro, Adalberto e Jefferson. Por falar em superstição, só gostava de jogar o segundo tempo na direção do gol do placar.

Escolhido pelo futebol, escolhido por João Saldanha, escolhido pelo alvinegro. Esse mal querer ao futebol é a própria tradução do torcedor do Botafogo, ama o futebol, é devoto do futebol, mas de vez em quando fingi que não gosta.