Ídolo. Segundo uma das definições do dicionário : Figura, estátua que representa uma divindade que se adora. No sentido conotativo São-Paulino, a palavra ídolo remete a diversos nomes : Raí, Diego Lugano, Careca, Waldir Peres, Zetti, Telê Santana e Rogério Ceni. O último dos nomes citados, para mim, o maior.

Rogério Mücke Ceni, um homem que atualizou a definição da palavra ídolo, um cara que dedicou mais de 25 anos a uma instituição futebolística e que é admirado por várias torcidas ao redor do mundo. Um homem que tem mais conquistas que muitos clubes profissionais atuantes. E assim como ecoava o cântico das arquibancadas : “Todos tem goleiro, só nós temos Rogério”. A palavra São Paulo se tornou “sinônimo” da palavra Rogério Ceni. Quando se fala de São Paulo, lembra-se de Rogério, e vice-versa.

Depois de escrever seu nome na história do clube como goleiro, o M1TO se aventurou como técnico, justamente no pior momento do futebol brasileiro relacionado à “queima de treinadores”. Criou-se uma tradição impaciente com treinadores no Brasil, onde nem mesmo os maiores escapam. Com Ceni, não foi diferente : foi queimado pela diretoria do clube onde escreveu história e saiu pela porta dos fundos. Mas quem é rei nunca perde a majestade, e tudo dito acima sobre seu legado não foi e nunca será perdido.

Após se aventurar pelo Fortaleza, Rogério conseguiu o inesperado acesso para a Série A. Uma parte do coração do torcedor são-paulino torceu para o Leão do Pici durante a Série B 2018, mas agora a tão esperada hora chegou. Fortaleza x São Paulo, Rogério Ceni x São Paulo. Quem diria, hein? Sendo sincero, meu coração não está preparado para esse confronto. Mas, meu amor pela instituição é maior que a admiração pelo legado de qualquer jogador, então vamos em busca dos 3 pontos.

Obrigado por tudo Rogério, tenho certeza que será um reencontro M1TOLÓGICO!