“GOAT” é uma palavra em inglês que significa “bode”, mas na realidade também representa a abreviação de “maior de todos os tempos” (em inglês: “greatest of all times”).

Dito isto; não é de hoje que o “bode” Lionel Messi, é questionado sobre só ser esse animal com a camisa do Barcelona e não repetir o mesmo sucesso com a camisa da seleção argentina.

Muito desse peso se leva por alguns fatores e entre eles o fato de seu maior rival, Cristiano Ronaldo, ter conseguido elevar o patamar de sua esquadra nacional com conquistas e colocações expressivas para a até então coadjuvante seleção portuguesa enquanto que o argentino nada acrescentou ao currículo da AFA a não ser uma medalha olímpica.

Messi e Agüero campeões olímpicos em 2008.

Porém, a pergunta que eu faço é a seguinte:
Ambas as seleções podem se resumir em apenas o Gajo e o E.T.?

Para responder esta questão temos que levar em consideração alguns fatores:

O primeiro deles é o psicológico dos dois atletas. Cristiano Ronaldo é notoriamente uma injeção de ânimo para seus companheiros. O fato de jogar ao seu lado parece que faria o Márcio Araújo se tornar o Kanté. Em contrapartida, Messi não causa o mesmo efeito em seus hermanos. É literalmente um E.T. entre humanos que mais o admiram do que tentam se comunicar.

Claro que nome a nome a Argentina largaria na frente em relação a qualidade, mas o mesmo não se pode dizer quando analisamos equilíbrio e coletividade. Até agora mostrou-se ineficaz ter opções como Dybala, Agüero, Higuain, Icardi, Lautaro Martínez, Tevez, entre outros que por lá passaram, se nenhum treinador que por lá passou conseguiu dar encaixe entre eles.

Falar que Messi não joga a mesma coisa com a camisa albiceleste é ir de encontro aos seus números vestindo a mesma. Maior artilheiro da história da seleção com 68 gols, o baixinho superou Batistuta e mais que dobrou o número do maior ídolo nacional, Maradona que conta com 34 tentos.

Pra não se ater a números, eu ressalto o último jogo contra o Paraguai na Copa América, onde o craque buscou o protagonismo e além de ter marcado o gol de empate – mesmo que de pênalti – foi responsável pelas principais jogadas de perigo da Argentina. O que não é raro de se ver.

Se puxarmos um pouco mais atrás na memória, na Copa de 2014, o “bode” foi eleito melhor jogador da Copa após ter levado a Argentina até a final, e o seu fardo de não ter conquistado a mesma e aumentar a polêmica de ser ou não melhor que Don Diego, poderia ter chego ao fim se o Herrera argentino, Higuaín, tivesse feito um gol claro com mais uma das 43 assistências de Messi.

Gol perdido por Higuaín na Copa do Mundo de 2014.

Este lance evidência, a meu ver, a grande diferença do poder de decisão de CR7 e Messi em suas seleções. Não em comparação de quem é mais efetivo, e sim, de como. Cristiano tem um time organizado que se vê recompensado a cada gol feito pelo Robôzão, sendo decisivo no placar ao evitar que chances como a de Higuaín fossem desperdiçadas. Já Messi, tem o dever de ser criativo e inventivo em relação as jogadas do time, onde se ele mesmo não finalizar – o que normalmente é mais difícil devido a forte marcação que sempre recebe e a distância entre o gol e a sua faixa de atuação no gramado – ele serve companheiros que nem sempre são tão eficientes quanto o português.

Enquanto o craque argentino não tiver ao seu lado companheiros que o permitam elevar o patamar, a seleção argentina continuará sonhando que o seu “bode” sozinho fará verão, ou o culpando pelo inverno que insiste em não acabar.