Talvez nós sonhamos longe demais. E quem não sonharia? Para nós, os fora do eixo.
Um estado onde o futebol de elite depende exclusivamente daqueles que vestem vermelho e preto. Onde as glórias da vitória e as melancolias da derrota convivem juntos em um abraço apertado.

Hoje o sentimento é triste, mas envolto de uma sensação de que podemos ser mais. Sermos maiores. Sermos gigantes.

Como um publicitário inveterado, como um torcedor infinito, me arrependo das palavras felizes que aqui não escrevi. Me desculpem, estava imerso em momentos de alegria, cercado de sorrisos incrédulos e de uma sensação de que finalmente atingimos o real coliseu do futebol. Mas o futebol é sábio e prontamente cruel. Em seus requintes sempre carrega a realidade.
Não era o nosso momento. Não era a nossa chance.

Mas o coração não pode se abater. Ainda temos um caminho a trilhar e um novo horizonte a conquistar.

Ah, os nacionais.
Um Campeonato Brasileiro. Uma Copa do Brasil. Ambos a espreita de novas emoções, novos nomes para chamar de campeões.

Mesmo com isso muitos vão se perguntar:
“Não estão sonhando demais?”.

Para esses, apenas lembre de que o esporte bretão é feito de sonhos, esperanças e muita fé. Afinal, somos sempre torcedores. E quando torcemos para o Furacão de nós tudo pode se esperar.

SRN. Ainda temos muito a conquistar.