Era uma vez um dirigente de um clube mineiro que disse:
“- Arrumado, mandará no país.”

Desde 2013, com o início da gestão Bandeira de Mello, o rubro-negro carioca começou a arrumar as contas, possibilitando o clube usufruir melhor das altas rendas que arrecada com cotas de televisão, vendas de jovens promessas e com o programa “Sócio Torcedor”.

Com isso nomes de peso começaram a pintar no elenco, porém a falta de títulos expressivos – salve exceção da Copa do Brasil de 2013 – assombra o time da Gávea, disfarçados de “cheirinhos”, “segue o líder” e outras provocações.

A verdade é que mesmo com fortes elencos para o padrão brasileiro nesses últimos anos, o clube nunca investiu tão pesado e teve um time tão forte como o de agora. A troca de presidência para o mandato de Rodolfo Landim e com Marcos Braz adotando o “gelo no sangue” na hora de negociar, fez o Flamengo adotar uma postura mais agressiva na hora de contratar. Altas cifras foram investidas tanto em transferências como em salários a fim de acabar de vez com esse carma de menino rico que só joga porque é o dono da bola.

O foco é títulos!

Nenhum elenco anterior se compara ao atual time do Flamengo. Por mais que contratasse o lençol ficava sempre curto. Resolvia o ataque e não tinha zaga. Trazia zagueiro e não tinha goleiro. Trouxe goleiro e não tinha lateral. Hoje falta espaço pra tanto talento. Técnico estrangeiro, laterais de seleção, zaga firme e jovem, volantes consistentes, meias que esbanjam talento e um ataque de perder as contas na hora dos gols. Esse é o rubro-negro atual. Claro que o time ainda tem muito a evoluir, mas o “medo” dos adversários é justamente esse. A tal frase “se esse time encaixar…” está cada vez mais perto de virar “Encaixou!”.

O Rio de Janeiro já ficou pequeno, tamanha distância para seus rivais mais tradicionais, cuja única alegria é eventuais tropeços rubro-negros em suas rotineiras brigas por títulos, enquanto a permanência na Série A e como pagar os salários são suas maiores preocupações. Em âmbito nacional a briga direta é com o também endinheirado, Palmeiras. Óbvio que futebol brasileiro é sempre imprevisível e nenhum outro time grande fica longe dessa disputa, mas essa rivalidade só tende a aumentar ano a ano.

A grande pedra no sapato até então é a tal da Libertadores. Difícil!
O rubro-negro parece não saber mostrar seu tamanho na competição, ou melhor, parecia. Esse ano mesmo com os sustos e flertes com os antigos vexames o time foi avançando, reforçando, e ganhando uma casca que pareceu bem rígida na vitória convincente em cima do Internacional.

Agora líder do Campeonato Brasileiro e com um futebol acima do demonstrado pelos postulantes ao título, o Flamengo lembra-se o que certo bruxo disse uma vez:
“- Estão deixando a gente sonhar.”

Se você não é flamenguista, fica aqui um conselho: Não deixe o sonho virar realidade, pois podemos nunca mais acordar.