Uma campanha inquestionável, uma torcida que enche todos os jogos, um time muito bem entrosado e jogadores muito bem escolhidos para uma composição perfeita, a fórmula seria perfeita se não fosse o Flamengo, lá essas coisas não funcionam como todos acham, lá o improvável acontece, o passado recente é feio e cheio de tropeços, com derrotas que ninguém conseguiria prever. Até que um dia uma nova bandeira é levantada, um novo “Bandeira” vai ao lugar mais alto e novamente ao longe é possível enxergar o tamanho do que vem por aí…

Uma gestão foi pouco pra arrumar tamanha bagunça, precisou mais, só que a semente já tinha germinado, e lá, “aquela raça”, “aqueles caras”, são como erva daninha, quando se grudam em algo nem roncando trovoadas eles se soltam.

O novo tempo chegou, um clube que era chacota dos adversários pelo número de dívidas e inúmeras tentativas frustradas de montar um elenco realmente competitivo caiu por terra, “os caras montaram uma seleção” e ela tem agido como tal. Encarar os caras é osso!

As peças se encaixaram, vários sotaques, várias escolas e tudo dando certo, mas agora chegou a hora de provar o seu real valor, o tal futebol mais bonito do Brasil, que vem amassando tudo e todos na América do sul está do outro lado e é hora de mostrar o que foi planejado, jogar como seleção, calar a boca de quem duvidou e fazer engolir as palavras duvidosas que ainda se levantavam contra esse tal time aí…

Maracanã, 70 mil pessoas, um verdadeiro esquema de olimpíadas do lado de fora, segurança total, sem confusões e um templo lindo e cheio de corações desejosos, era o Dia D.

Jogos assim nunca são fáceis, sempre nos roubam as unhas dos dedos, nos fazem suar e xingar até quem não merece, mas ontem… ontem o Sr. “Improvável” se vestiu de Rubro-Negro, colocou um terço no bolso esquerdo, imagem de São Judas Tadeu no outro, arruda atrás da orelha e foi de setor leste superior. Chegou um pouco atrasado, quase ao fim do primeiro tempo, deu um abraço na rapaziada e deitou.

O que esqueci de comentar foi que ele tinha vindo de caminhão, e foi caminhão cegonha, aqueles que trabalham pra Volks.

Que passeio meus amigos, um vareio, um sapeca ia ia, daqueles de dar gosto de ver, pelo menos aos que estavam em maioria no “Maraca”, foi dia de levantar plaquinha até pra zagueiro e voltar pra casa sonhando com o “mundo de novo!”.

Que dia senhores, que dia!
A história está sendo escrita novamente, com novos fatos, novos protagonistas, mas com a boa e velha camisa vermelha e preta.