Um time copeiro é aquele que sabe lidar exatamente com competições eliminatórias, os mata-matas. E o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense se encaixa perfeitamente nesse texto.

Os cinco títulos da Copa do Brasil e os três da Taça Libertadores de sua história, deram a fama de time copeiro ao tricolor gaúcho. Desde que Renato Portaluppi assumiu o cargo de treinador do imortal, o Grêmio tem dado prioridade a essa tradição.

Todo esse reconhecimento tomou uma força maior ainda após os títulos recentes da Copa do Brasil em 2016 e a Libertadores em 2017 e vem recebendo o total apoio da torcida, afinal, são três semifinais de Libertadores consecutivas. Mas com eliminações nas últimas duas participações, para River Plate e Flamengo.

Estaria na hora de focar também no Campeonato Brasileiro? O último título gremista no Brasileirão foi em 1996, quando ainda nem existia a disputa por pontos corridos.

É evidente que em relação a outras equipes, o elenco tricolor não é um dos melhores do Brasil. Já na questão do futebol apresentado, o Grêmio fica na frente de várias equipes, que possuem um plantel bem mais recheado.

Percebe-se que o Grêmio não dá o devido valor para o Brasileirão quando, na maioria dos jogos da competição, Renato colocou o time reserva, seja dentro ou fora de casa.

Atualmente o Grêmio, na 29° rodada, soma 47 pontos na sexta posição, mas quando pode se ver o time titular em campo, traz a impressão de que se houvesse uma maior importância ao Campeonato Brasileiro, o Imortal seria capaz de uma pontuação bem maior.

Ou seja, o repetitivo discurso de Renato Gaúcho: “O Grêmio conquistou 6 títulos nos últimos três anos…”, poderia ter números ainda melhores.