Foram oito jogos sem vitória e a crise tomou conta de todo o elenco. A derrota para o Flamengo com um placar elástico trouxe o estopim de Fábio Carille no comando técnico do Corinthians.

A crise não se deu apenas pelo longo jejum sem vencer, mas também pela sequência de más atuações. Um time totalmente desorganizado, sem proposta ou padrão de jogo. Quanto mais se mexia para tentar uma reação, a situação só piorava.

Em sua segunda passagem pelo Timão, Carille talvez seja o responsável do insucesso corinthiano na atual temporada, mas as parcelas de culpa podem ser divididas. Era notório uma falta de comprometimento e também o não entendimento tático dos atletas dentro de campo.

A diretoria pode ser incluída também, pois Carille não vinha fazendo um bom trabalho há bastante tempo, ou seja, a demissão custou a sair. O Corinthians tinha só um objetivo no ano, a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores 2020, mas até mesmo a vaga na preliminar da competição está ameaçada no momento.

É preciso um completo choque de realidade em todos que fazem parte do clube, um treinador que tire o melhor da equipe e jogadores que irão dar a vida para conquistar o resultado. União, em momentos tão turbulentos, pode ser a salvação.