Corrupção, lavagem de dinheiro, esquemas ilícitos, parece até a atual política brasileira, mas na verdade não passa de um clube brasileiro: o Cruzeiro Esporte Clube.

Próximo ao centenário a queda anunciada e tão desacreditada pelos torcedores teve seu final no dia 08/12/2019 em uma partida de entrega, mas não o suficiente.

O Cruzeiro de tantas glorias foi abaixo. Um espelho da atual gestão em que a corrupção e os esquemas superaram o futebol, a situação chega a ser alarmante, com dívidas que superam os 500 milhões de reais. A saída para o Cruzeiro não parece nada próxima, a tendência é entrar cada vez mais em decadência, um clube tão prestigiado e de uma enorme torcida e história, acabou sendo destruído por uma gestão experiente; não me entenda errado quando digo que eles são experientes, me refiro a experiência em destruir clubes, começando com uma má administração de um presidente despreparado e até mesmo comparado a rainha da Inglaterra (chega a ser engraçado).

Logo após, passamos pelo senhor Itair machado, vice-presidente de futebol, a quem realmente podemos atribuir essa gestão desastrosa na qual foi o cabeça dessa situação toda. Itair tanto dentro como fora das quatro linhas acumulava problemas com a justiça desde a época do Ipatinga, mostrando já de início os vários problemas de colocá-lo na gestão de um grande clube. Mesmo assim a torcida deu um voto de confiança e os anos de 2017 e 2018 foram maravilhosos.

O início de 2019 não foi muito diferente, contratações sensacionais e cogitadas no mercado, um clube realmente destinado a fazer grandes feitos, porém não foi assim que aconteceu.

Em brigas internas do conselho deliberativo, foram vazadas informações sujas sobre os membros gestores do Cruzeiro, e assim, denunciadas a Rede Globo. O Fantástico fez uma reportagem detalhada sobre os acontecimentos, o que já deixou o clube em uma situação delicada, os repórteres Gabriela Moreira e Rodrigo Capelo, da TV Globo, tiveram acesso a documentos internos do clube que revelavam transações irregulares e uso de empresas de fachada para ocultação de crimes, além de negociações envolvendo menores de idade, o que foi o ponto inicial da queda.

O clima na Toca da Raposa ficou muito tenso. Funcionários foram demitidos, porém o pivô de toda a situação ainda permanecia intocável e protegido pelo senhor presidente Wagner Pires de Sá, tanto que apenas a justiça foi capaz de afastá-lo do Cruzeiro, mas não por muito tempo.

Nesse mesmo período o futebol de campo já se mostrou muito afetado, o rendimento caiu desastrosamente e o técnico Mano Menezes acabou pedindo demissão. Rogério Ceni foi a aposta. Veio ao Cruzeiro para tirá-lo daquela situação, porém após um desentendimento com os medalhões do elenco, encontrou grandes dificuldades e logo foi demitido pelo então senhor Itair Machado, ficando apenas oito jogos no comando e gerando uma multa de três milhões de reais. Uma total desorganização na gestão.

Então vieram mais dois técnicos e, não surgindo efeito, culminou no rebaixamento à Série B. Mais um grande clube, assim como o Internacional, que caiu por má administração e não há nada que não possa piorar em 2020. Sem previsão de cotas de TV, pois já adiantou tudo que podia até 2022, o ano será difícil e só a torcida poderá alavancar o time.

Jamais se esqueçam de nomes como Itair machado, Wagner Pires de Sá, Sergio Nonato e outra escória que ainda resiste no clube, mesmo demitidos, e que precisam ser extintos do futebol.

Aos cruzeirenses fica o meu grande abraço, e vamos apoiar o time o máximo que pudermos. O momento é mais do que delicado, porém acredito que com a confiança, a fé e a união, o Cruzeiro irá ressurgir como uma fênix no topo do futebol brasileiro, e mais uma vez um clube fica de exemplo, mesmo que negativo, para todo o Brasil.