Quem estava esperando um Liverpool absoluto e dominador sobre a equipe do Flamengo, pôde ver durante a partida o quanto estava errado. O rubro-negro soube dosar exatamente as quantidades de sorte, agressividade e segurança defensiva.

Na primeira etapa quem tomou a primeira iniciativa foi o time inglês, mais precisamente com Firmino. O Fla ainda acuado, procurava se organizar no jogo e quando preencheu seus espaços, soube botar os ingleses na roda. Em um determinado momento da partida, o Flamengo foi sim superior ao Liverpool e já demonstrava sinais de perigo. Quando se sentia incomodado em apenas ver o clube carioca trocar passes, os Reds subiam a marcação e atacavam duramente.

Bruno Henrique e Alexander Arnold travaram um duelo individual muito interessante. Os dois velocistas foram fundamentais para a qualidade do jogo em si. Bruno Henrique foi bastante ativo durante toda a partida e foi o principal papel ofensivo do Flamengo na final. Já Arnold, novamente, dispensa comentários. Totalmente seguro e ágil provou mais uma vez que é o melhor lateral-direito do mundo.

A segunda etapa da final trouxe as duas equipes diferentes. O Flamengo já mais desgastado sofreu mais e custava em ter a bola no pé e um Liverpool mais ligado e ofensivo. A partida excepcional das duplas de zaga foram decisivas também para o resultado final no tempo regulamentar. Rodrigo Caio, Pablo Marí, Van Dijk e Gomez foram totalmente seguros e compactos durante todo o jogo.

Os Reds aproveitaram muitos contra ataques, mas um deles foi fatal para o rubro-negro. Firmino guardou e consagrou o Liverpool como o grande Campeão do Mundo.

Um time que conquistou o Brasileirão e a Libertadores de uma forma mais que convicta, não pode se deixar abalar por um vice de mundial. Afinal, perderam na bola e perderam para aquela que deve ser considerada a melhor equipe do mundo. O Flamengo sai de 2019, para buscar um patamar maior ainda em 2020.