Não sou um adepto do basquete, mas sou um entusiasta do esporte. E como o mundo nesse momento, estou abalado com a perda de Kobe Bryant.

Quanta ironia um voo ter nos tirado ele, quando voar em quadra era o que mais nos fascinava. Requinte técnico, uma habilidade nata que para os saudosos, faziam-lhe enxergar Michael Jordan.

Saber o quanto ele era gigante, e não pelo porte físico e seus feitos em quadra, mas por tudo que o fez ser quem o era e, mais ainda, por tudo que sabíamos que ele ainda poderia ser e poderia nos fazer ser. O quanto tinha para acrescentar como ser humano, como ídolo, como referência no basquete e particularmente o quanto ele já estava fazendo e faria por sua filha Gianna, que se foi junto com ele, deixa tudo mais dolorido.

Uma vez abordado com a afirmação de que ele precisava ter um filho homem para dar sequência no seu legado, ele respondeu:
“- Não preciso de um filho homem para isso.”

Uma frase que simboliza o quanto de humanidade havia em Kobe. Ele sabia que Gianna teria o peso dessa responsabilidade, porém mais do que isso, ela teria o prazer de ser a nova Bryant em quadra e através dela podíamos ver ele de volta ao mundo do basquetebol.

Hoje me peguei em lágrimas ao ver o incrível curta vencedor de Oscar inspirado em seu texto de despedida das quadras, a ação da Nike também sobre sua aposentadoria, vídeos, entrevistas e homenagens. Posso não o ter acompanhado em quadra, números e feitos, mas a minha sensibilidade esportiva me faz sentir como se algo muito grande tivesse nos deixado e me fará muita falta de alguma forma.

Descanse em paz!