Algo é inegável no futebol brasileiro, o torcedor botafoguense é o sujeito mais passional e intenso dessas bandas. Em 90 minutos é capaz de amar e odiar na mesma intensidade. Criar ídolos e inimigos numa rara intensidade.

Amor, paixão, ódio, medo, angústia e o velho pessimismo; caminham juntos quando o Botafogo entra em campo.

Da crença na “S/A” aos jogadores pouco conhecidos 2020 é um ano diferente pro Botafoguense e claro pro Botafogo.
A torcida resolveu tomar o futebol do clube pra si, invade perfis de jogadores de renome, cobra uns aos outros, vibra e sonha com dias melhores nas arquibancadas e redes sociais.

As redes sociais aliás se tornaram uma trincheira de resistência dos alvinegros, em atos que beiram a insanidade para olhares não botafoguenses, o torcedor vem ocupando o lugar de direção de futebol muitas vezes.

Há um sentimento de otimismo e o desejo por dias melhores, “já tivemos momentos difíceis” é notório, mas uma crença de que o horizonte é positivo. O sócio torcedor cresce e a presença no estádio segue o mesmo ritmo. O elenco parece começar entender nosso jeito e a necessidade da simbiose entre os 11 em campo e os milhares das arquibancadas.

Com nosso jeito louco e passional vamos atraindo olhares e levando o Botafogo nos braços, porque esse nosso sentimento ninguém entende. Só a gente mesmo.